ANA VIDIGAL

“MAS AO BRASIL JAMAIS VOLTARIA”
EXPOSIÇÃO CASA-ATELIER VIEIRA DA SILVA
4 de MARÇO a 21 de MAIO

 

Foram os tempos de Getúlio e da complacência de alguns. Foi um período morno, porque é impossível ser frio naquele lugar. Foi a cegueira da natureza a ludibriar a liberdade. Foi a falta dos pares, apesar de laços futuros – e aqui lembro-me de Cecília: Tudo cabe aqui dentro: vejo a tua casa, (…) – Foi a saudade e sete anos de ausência. Gavetas fechadas, casa trancada. Mas ao Brasil jamais voltaria. Sou eu na casa dela.

“Mas ao Brasil jamais voltaria” é uma obra de Ana Vidigal, focada nos anos de exílio de Maria Helena e Arpad no Rio de Janeiro. É, como quase todo o trabalho de Vidigal, uma reflexão sobre a ausência, neste caso dos afectos e dos lugares queridos. Ausência que resulta num desgosto sempre latente e se reflecte no trabalho de Maria Helena. Nem a natureza pujante conseguiu disfarçar a ausência da liberdade ou fazer esquecer o horror da guerra. Foi dos períodos tropicais, o mais ‘frio’ que conheci.

Ana Vidigal

A exposição estará patente até ao dia 21 Maio no horário de funcionamento do Museu (terá de solicitar a chave no Museu Arpad Szenes – Vieira da Silva, menos às terças-feiras, das 15.30 às 17.00 h – Ana Vidigal estará a trabalhar na Casa-Atelier).

 

Conheça mais sobre o trabalho de Ana Vidigal, aqui.

 

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Ana Vidigal nasceu em Lisboa em 1960 onde vive e trabalha. Licenciou-se em Pintura pela ESBAL em 1984. Em 1999 ganha o Prémio Maluda e em 2003 o Prémio Amadeo de Souza Cardozo. Em 2010 o Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian organiza, com curadoria de Isabel Carlos, a sua primeira exposição antológica intitulada: Menina Limpa Menina Suja. Expõe regularmente desde 1981. A sua obra encontra-se presente em diversas coleções públicas e privadas.

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